segunda-feira, 17 de março de 2008

Está sempre lá


É uma das várias maravilhas que andam por aí, pelas quais se passa todos os dias, mas que muitas vezes nem recebem um olhar, nem se vêem.

domingo, 16 de março de 2008

Trama(dos)

Venho aqui deixar uma dica de um local que me é particularmente grato: Livraria Trama na Rua de S. Filipe Nery, nº25 B(Rato).

http://atrama.blogspot.com/

Dêem lá um saltinho, o café é óptimo, a oferta de obras é aquela que se quer, não é como a Fnac, que tem tudo excepto aquele livro que nós queremos, às 5ªs tem sempre um grande concerto por volta das 22h, e também tem actividades noutros dias da semana. Vão lá, e levem os amigos, e espalhem a palavra, são estes locais que me fazem acreditar que as cidades ainda são as pessoas, e não um amontoado de cimento indiferenciado de cor e carácter. É esta a Lisboa que eu gosto.

E de caminho passem no blog da pintora Rita Melo: http://www.rita-melo.blogspot.com/

Vão ver que vale a pena!!!

Cumprir promessas



Lavar a alma uma vez por semana :-D
Vai-se cumprindo...

Mais um...

Ontem vi o trailer da adaptação do "O Amor em tempos de cólera" do Garcia Marquez. E realmente cheguei á conclusão que tenho uma inteligência muito sensível. É que quando a insultam ela reage logo...

Porque carga de àgua é que se há-de fazer um filme passado na América do Sul em que os personagens comunicam entre si num Inglês macarrónico com sotaque espanhol??? É tão mau, tão mau, que quase fico com vontade de ver o filme com uma dobragem em espanhol! Como assassinar obras primas da literatura com maus guiões não chega, se calhar é melhor pôr os personagens todos a falar de uma maneira ridicula.

Por uma vez tou com os fundamentalistas. Acho que o Mel Gibson pode não fazer os melhores filmes deste muito, mas Jesus falava aramaico, é um facto, e os Maias tinham um dialecto próprio. Ninguem falava inglês...

Como ainda não li "O Amor em tempos de cólera", vou aproveitar a deixa, leio em espanhol, e imagino um bonito sotaque caribeño.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Vazio II

A casa não reconhece ninguém. Olhando em volta, nem nenhum deles se está a reconhecer ou então, está por deveras evidente o reconhecimento daquelas atitudes. Todos acabam por tê-las. Uns mais do que outros.

Não é a ausência súbita dele que está a transformá-los. É aquilo que ainda o representa. São os objectos. Não os objectos que repousam indiferentes e sós na casa. Os outros. Aqueles que têm mais valor. Aqueles que não estão ali, acessíveis.

Será que quando encarados de frente com uma perda não deveriam estar a senti-la? Ou pelo menos a dar menos importância a outros ganhos?

Perdas que se transformam em ganhos para alguns, não todos felizmente. Ganhos que se transformam em perdas sobretudo para ele. Se não foram gozados em tempo, vão servir para a transformação de quem acha que os merece e não pensa em dividi-los.

Ganhos que perdem o sentido. No fundo, foi ele que ficou a ganhar. Se os visse agora, às voltas nas acções e nos pensamentos, nem os reconheceria. E aí, já seriam dois, porque a casa também não reconhece ninguém.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Relativizar


As exigências são muitas: perfeição no trabalho, primor na familia, aprumo na amizade, requinte no amor, mestria no género.


Quando deixarmos de nos levar tão a sério tudo se pode tornar muito melhor, mais divertido e englobar todavia todos os sinónimos de perfeição, palavra predilecta dentro do marasmo que nos rodeia.


Louvo a nova publicidade do Montepio. Numa situação, que pelas burocracias e chatices que implica, um dos intervinientes suaviza o ambiente quando começa a cantar "Chamem a polícia...".


Claro que há situações e situações para se cantar, qual rouxinhol primaveril, no entanto, o que está em causa é podermos levar as coisas de forma mais leve, evitando-se aquele ar taciturno e distante. Nunca me farto de imaginar como seria lindo, alguém levantar-se em pleno comboio adormecido e começar a dançar, bamboleando, ao som de uma música inexistente. E os outros passageiros levantarem-se e, qual Fame, juntarem-se na dança.
Tanto podia ter sido num comboio silencioso, como num museu, numa exposição... qualquer sítio onde toda a gente assume a atitude "agora estou metido comigo próprio e tenho de assumir uma postura intelectual". Não é mais inteligente to have fun while we learn?
E tudo seria uma miscelânia desconcertada e sentida de Kusturica.





segunda-feira, 10 de março de 2008

Proposta de trabalho

A propósito do post de ontem lembrei-me de mais um episódio no metro.

Um dia ao final da tarde, perto do Natal passado, lá estava eu a apanhar o metro na Baixa-Chiado quando entram dois emigrantes de leste, com umas roupas bastante coçadas, cada um com o seu acordeão, preparados para tocar a troco de umas moedas.
Um deles vê a caixa da guitarra e decide convidar-me para o ensemble:
- Ohhh, quitara! Toca conosc!
Eu, com a cara mais séria deste mundo:
- Naaa, isto não é uma guitarra. É uma Kalashnikov. Vou agora assaltar um banco.
Eles ainda ficaram sérios por um segundo, até que eu me descaí e nos rimos os três. E então aproveitaram a deixa:
- Assaltar banco, ficar rico! Dá uma moeda senhor.
E pronto, lá me levaram um euro, aqueles bandidos.

Um sorriso pode ter alguns dentes em falta, mas desde que a alegria que tem por tras seja genuina há-de ser sempre uma coisa desarmante.

100 obras para ouvir antes de morrer Nº5



Goran Bregovic - Songbook

Algo injustamente, o trabalho deste compositor acaba por ser menos conhecido do que o da No Smoking Orchestra de Emir Kusturica. Talvez por não dar tantos concertos. Na minha opinião, a musica de Goran Bregovic tem outra profundidade. Não é apenas a euforia da festa, apesar de até aí ser superior. Vai muito mais longe na paleta das emoções humanas, aliás, vai até onde se pode ir... Apercebi-me da dimensão desta musica quando apanhei por acaso um concerto no Mezzo. Uma orquestra de cordas, um coro masculino, 3 cantoras solistas incríveis, mais os instrumentos suspeitos do costume na musica dos balcans. Se houvesse o cd desse concerto era essa a recomendação, não havendo, o que mais se aproxima é esta colectânea: Songbook (2000). Agora se houver oportunidade de ver um concerto parecido com aquele dou muito bom dinheiro pelo bilhete.

Acaba por ser musica ligeira juguslava, mas é tão boa...

sábado, 8 de março de 2008

Back



Lá se cumpriu o que eu temia. Mudei o nome do icone de "O meu computador" para "Hall2000" e ele acabou por se virar contra mim. Apesar de tudo os competentes senhores da assistência da Vodafone - com quem passei 2 horas ao telefone ontem e hoje - dizem-me que o problema não vem daí, mas sim da merda de Windows (Media Center) que veio instalado de origem e que eu não me dei ao trabalho de trocar.




Fia-te na virgem e não troques de software... Qualquer dia perco a paciência de vez com os produtos do senhor Bill Gates e mudo para open source. Não que acredite que ele seja o senhor das trevas, não sou assim tão crédulo felizmente, mas que me tem causado alguns transtornos com estes Windows, lá isso tem.

Enfim, cá estou de novo. Honey I'm home...

Vazio

A casa não reconhece ninguém. Tudo está exactamente como ele deixou. Alguma desarrumação, pouca, denunciando uma saída rápida, inesperada, mas breve.

Todos lá vão, entram. Procuram coisas importantes , necessárias. Depois, mexem, desarrumam, desordenam. Levam umas, deixam outras e saem.

Se ele regressasse agora, iria notar nos dois livros ligeiramente desalinhados na linha recta impecável de todo os outros volumes na prateleira. O quadro. O quadro que tinha dado tanto prazer a adquirir, está a um canto no chão encostado à parede, solitário. Os óculos caídos entre duas almofadas, nunca seriam deixados assim... Tudo remexido, fora do lugar, meros objectos.

Objectos que não são reconhecidos por ninguém. Não passam de objectos, ao mesmo tempo que encerram episódios, memórias, afectos. Contam sempre qualquer coisa a quem os conhece. Não contaram nada durante aquelas horas. Só viram estranhos. A casa não reconhece ninguém.

segunda-feira, 3 de março de 2008

"huuummm...GOSTO!"

Fez este domingo uma semana que tive a sorte de ter um jantar cheio de caras bonitas. Fui ver um concerto em que tocava a minha amiga Celina e fiquei depois a jantar com os artistas. Ao meu lado esquerdo sentou-se uma mulher cujo o sorriso me deixava assim "huuummm...GOSTO!", ao chegar apresentou-se logo aos presentes Olá, eu sou a Ana. E é muito simpática, inteligente, e bonita. (Para mim é e, para a maioria dos homens também (bem sei q somos enfadonhos, provavelmente as mulheres vão logo dizer meia-dúzia de impropérios).

Mas como eu não ando muito brilhante brilhante não fui. Mas ela foi :)

Ela não me era de todo desconhecida, ainda me disse q apresentava um programa na televisão, que eu acabei por n perguntar, e de facto, no outro dia no sofá lá me entra o sorriso dela pela sala dentro, o Júlio Machado Vaz com Ana para aqui Ana para acolá e eu: MAS ANA QUÊ, PÁ?
Pois, Ana Mesquita!

O que é que querem, eu acho-a bonita. E eu muito apagado ao lado, mas é que o facto de à frente dela estar a Mayra Andrade também não me ajudava muito...

E à minha frente a linda, querida, fantástica Celina, com quem acabei a noite no B. A. A Celina, o Miguel, os Couple Coffee e eu. Foi uma noite muito agradável...






















PS - Sim, confesso, cortei o Julinho. Dele falamos depois.

domingo, 2 de março de 2008

O professor Mokambo e a reinvenção da Astrologia

Um post noutro sítio iluminado da blogosfera causou na minha pessoa um ataque de clarividência. Essa ciência chamada Astrologia tem sido injustamente maltratada por esse mundo fora. Temos, muito simplesmente, partido de principios errados. A coisa tem de ser vista de outro ângulo para enfim fazer sentido.

No episódio relatado no outro blog, uma pessoa manifestava estranheza quanto ao facto da sua interluctora não reagir de acordo com as características gerais do signo a que pertencia. Ora isto pode parecer vulgar, mas na realidade encerra uma verdade que todos tentamos ignorar. É que temos obrigações para com o nosso signo para que todas as coisas façam sentido, astroLógicamente falando. Se todos nos comportassemos de acordo com as caracteristícas do signo a que pertencemos, esses ciêntistas marginalizados que são os astrólogos cartomantes poderiam exercer de forma mais justa o seu oficio. Mas não... Andamos praí todos armados em espertos, cada um com a sua personalidade, com a mania do individualismo e não sei quê! Assim não há condições!

Os Astrólogos são pessoas sérias, não andam só prai a ganhar a vida à custa da parvoíce dos outros! Eles trabalham muito para ler nos astros essas verdades essênciais, mas precisam da colaboração de todos nós.
A educação poderia ajudar-nos a caminhar nesse sentido...
Ex: Uma professora repara numa rapariga Aquariana com muita atenção á aula e rápidamente a repreende, já que ela deveria era andar com a cabeça na lua, em vez de estar armada em espertinha!
Ex2: O pai repreende um filho, de Signo Leão, e ele imediatamente admite o erro, de forma racional e humilde. Ora o pai tem de lhe chamar a atenção imediatamente, um Leão tem de desconversar, barafustar, etc. Tudo menos admitir! Engolir o erro humildemente vai completamente contra o que era esperado dele. Eu diria mesmo que vai contra a sua natureza!

Correndo o risco de ser chamado fundamentalista, eu sou mesmo da opinião de que em vez de querermos á força que as previsões acertem com o que se vai passar conosco, o que é um bocado estúpido tendo em conta a enormidade de pessoas que nasceram sob este ou aquele signo, tínhamos era antes obrigação de ler a nossa previsão e dar o nosso melhor para que as coisas batessem certo com ela.

Ex: Capricórnios, Saúde: Tendências para dores nas costas.
Supondo que praí 10% já tivessem efectivamente dores nas costas durante essa semana, sem terem de se esforçar por isso, os restantes 90% deveriam tentar contribuir para que a previsão se tornasse realidade. Jogavam-se de costas para umas escadas, ou coisa do género, e sem complicar demasiado as coisas tudo começava a fazer mais sentido.

Tão pouco a pagar, por um mundo em que finalmente os horóscopos seriam fiáveis, em que poderíamos descartar futuras amizades ou mesmo relações amorosas simplesmente olhando para as tabelas de compatibilidade dos signos e tantas outras maravilhosas possibilidades...


Agora todos diferentes uns dos outros, cada dia uma surpresa, podermos ser senhores do nosso humor e destino?!? Não tem jeito nenhum...

Portanto vou mudar de nome, comprar um telescópio, um astrolábio e um baralho de cartas de Tarot, e fazer deste mundo um sítio melhor! Posso desde já adiantar-vos que a primeira previsão inclui uma tranferência bancária de 10 euros, de todos os signos, para um certo NIB que li nas estrelas... Meus caros(as), é uma previsão de um futuro risonho!

Com os melhores cumprimentos:
Professor Mokambo, um ser iluminado ao seu dispor!