terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sparkling

Imaginem uns olhos lindos, enormes e rasgados, de uma cor volátil que modula a cada variação de luz. Tão perfeitos que se diriam desenhados, e cuja existência diminui a artificialidade de qualquer desenho.

Inicialmente atentos, perscrutam uma situação nova, ainda com uma pontinha de desconfiança. Por fim abrem-se num sorriso, acompanhando a fisionomia, e é como se tudo à volta se iluminasse. Quando toda a inocência de uma criança de 10 anos se deixa levar pela alegria da descoberta, um grande sorriso é como um fogo de artifício.

Num mundo ideal não perderíamos a capacidade de sorrir assim nunca.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aflição.

São tristes as pessoas que não conseguem ler, ver para além do óbvio e nem se lembram que nem tudo é tão clarividente para que possam fazer um esforço.
São tristes as que só sabem criticar e kill all the ideas, sem conseguirem dar um pequeno contributo. É mais fácil assim.
São tristes as pessoas que sabem sempre tudo e não reconhecem a frase "não sei".

domingo, 20 de setembro de 2009

Correspodência Interna

A bem da minha sanidade mental, e do nivel intelectual das audiências deste blog, acho seguro dizer que dois posts sobre o filme "Dança Comigo" (mas que caso houvesse o mínimo de dignidade na tradução dos títulos dos filmes certamente se teria chamado "Danças Porcas") no mesmo ano é o suficiente.

Vou abster-me de fazer uma análise de conteudos e da temática do filme, na sequência do que disse anteriormente, ainda que muito houvesse a dizer sobre o subconsciente feminino...

Plans!

A minha próxima casa vai ter de ter um jardim interior...

Dirty dancing.

Tive oportunidade de comentar aqui, por várias vezes, que o cinema pode ser um grande influenciador na nossa vida. Revi esta tarde, pela milésima vez embora não tenha apanhado o início, o filme "Dirty Dancing" e voltei a confirmar que os filmes nos podem estragar. Fazem-nos sonhar, suspirar e acreditar.

Neste caso, e para quem não teve oportunidade de estar em casa esta tarde, a história passa-se durante as férias de Verão e foca-se basicamente na evolução da protagonista no mundo da dança. Festas de pessoal a dançar noite fora aos pares, os primeiros passos de dança, o aumento da sensibilidade para determinado tipo de música, a evasão de uma sociedade conservadora para um género mais livre e expressivo.


Afinal o que pode ter este filme de especial para tudo o que for rapariga na casa dos trinta? Fê-las suspirar e sonhar muito. Quase todas sabem as músicas e falas dos protagonistas. Isto porque embora houvesse outra história pelo meio para além da dança, o género feminino desta geração percebeu que, no fundo, das suas aspirações estava um grande desejo de saber dançar de forma tão espontânea e expressiva quanto os dois protagonistas. Todas gostávamos de ser bailarinas de fazer inveja e que tudo acabasse bem e bonito num espectáculo de comover.


A razão dos rapazes sempre gozarem com o filme e com esta atitude é que são praticamente todos uns belos pés de chumbo e tentam assim desviar atenções.


Afinal, who just not love some dirty dancing?;)



Desktop


It'll be like coming home
by Imogen
link

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Elogio

A aparência está longe de corresponder ao estereótipo da sua profissão. Antes parece um corredor de fundo queniano. Chega a parecer tão frágil no meio de dois adversários de 100kg, que a qualquer altura se espera que se desmonte em peças como um qualquer boneco articulado.

Depois a verdade do jogo acaba por vir ao de cima. A evidência de que o porte atlético nunca há-de ser tudo, sublinhada a cada encontro. E o carimbo a dizer frágil facilmente se transfere para os gigantes que vão tombando.

Leve. Levezinho. Mas enorme. Há-de ser sempre para mim um exemplo de alguém que se transcende.



imagem de: A Bola

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Acerca do reiterar, convicto, das promessas feitas a mim próprio...

Primeiro dia de trabalho no conservatório...
Acordar de umas pouco revigorantes 6 horas de sono, às 6:30 da manhã. Começar a dar aulas às 9 e parar às 13:15, incluindo uma de várias históricas aulas de guitarra a uma miúda com um braço partido. A que tinha um corte no dedo ainda foi o menos, bem vistas as coisas. Almoço sofrível e caro. 14:15 - 19:30, eu já surpreendido por ninguém estar tetraplégico ou com braços amputados e querer ter aulas. Pelo meio as minhas calças acharam por bem rasgar-se em dois sítios hoje, sendo que um deles foi o cu. Nada de grave... Pode sempre passar por pseudo-fashion. Portanto, se calhar tornei-me o professor fashion hoje, por acidente. Lanchei 6 bolachas, o que se calhar também é fashion. Fui severamente acometido pelos remorsos do concerto depois de amanhã com tanta coisa tremida, que umas horinhas de estudo poderiam resolver. Depois ficar duas horas a tentar solucionar os problemas de horários mal marcados, com pais a acharem, talvez com razão, que alguém lhes passou a perna para ficar com o horário que lhes era devido. Problema aparentemente insolúvel até agora. Por fim correr desalmadamente, de Havaianas, mochila e guitarra até à estação de comboio para constatar que me tinham informado mal do horário. Eu à espera de mais uma entrada no comboio digna do Indiana Jones, como é meu hábito, e seco 20 minutos. Deve ter sido giro, para as pessoas que estavam na estação. Chego a casa às 22:30, e janto restos, com um belíssimo e merecido copo de Duas Quintas 2006, e um não menos merecido Petit Gâteau com Sorbet de Tangerina.

Depois de isto tudo dou por mim a pensar:
Foda-se, hei-de ganhar a vida só a dar concertos ou morrer a tentar...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Facebook: a survival guide

Tenho de admitir, que aquilo até tem a sua piada. O pessoal consegue manter a roupa vestida (pelo menos a maioria), ao contrário do Hi5, e é de certeza mais útil, em termos de contactos. A dinâmica é melhor. Isto é, com alguns pequenos ajustes...

A ferramenta que faz com que o Facebook funcione, para mim, é a que diz: Ocultar
É uma pequena coisa que faz toda a diferença. Se calhar para outras pessoas tira a piada da coisa, mas eu, felizmente, não sou essas pessoas.

1º Passo
Ocultar todas as pessoas insignificantes que nos vemos obrigados a aceitar como amigos no Facebook por conveniências sociais.

2º Passo
Ocultar todas as pessoas que, apesar de não fazerem parte das que ficaram pelo caminho(oculto) do passo anterior, são uns chatos online... Sempre a meter status que não interessam nem ao menino Jesus e fazer 20 quizzes estúpidos por dia, fazendo absoluta questão de partilhar o resultado. (Obrigado meu caros! Eu queria muito saber que personagem da Abelha Maia vai mais ao encontro da vossa personalidade)

3º Passo
Ocultar Mafia Wars, Farmville, Fortune cookies\Galletas de la fortuna, strawberry gifts, etc...

E pronto, o que sobra são os amigos que partilham coisas interessantes. E assim, realmente, gosto bastante do programa.

What if?

Já vos aconteceu quererem muito uma coisa, ou apenas de forma moderada, mas o medo de falhar ou não estar à altura ou simplesmente de receber um não, vos paraliza e aconselha a nem sequer tentar? A mim já me aconteceu algumas vezes. Quase parece que mais vale nem tentar para ficar com a possibilidade de ter sido possível... Enfim, isto dura apenas uns segundos, porque não gosto da dúvida "e se?". Está feito, agora deixa ver se vai acontecer ou não, e não vale a pena pensar muito sobre o assunto quando chegar o telefonema logo me mentalizo com a nova realidade.

De volta!

Acabada de chegar e já sinto falta:
do pequeno-almoço pronto,
das gargalhadas em conjunto,
da troca da conversa em alemão para inglês e de volta a alemão e agora para o espanhol,
dos jantares em conjunto,
da Suécia, da França, Holanda e UK - melhor grupo de sempre!

Apercebi-me que já tinha saudades de conduzir o meu carro e que o paquistanês sentado ao meu lado com febre pode não augurar nada de bom.

Anseio pelos fins-de-semana marcados Estocolmo, Paris e Lisboa e "I've got a feeling" sobre os dias de férias alheios prometidos em Portugal em breve... a espera pode bem valer a pena... In these last days i could wear a T-shirt "I "heart" USA".

equipas

Somos PIN!!! (que é como quem diz, projecto de interesse nacional). Finalmente uma vitória comum de um projecto profissional oficial. Finalmente posso dizer com um sorriso que trabalho na empresa x e desempenho função y; que o projecto é da seguinte maneira e que visa um bem estar geral a curto, médio e longo prazo; que ganho dinheiro limpinho fruto de um trabalho limpinho. Finalmente orgulho-me de pertencer ao que pertenço.

Numa outra área completamente distinta, e com uma equipa totalmente diferente, vai-se desenvolvendo um PISPA (projecto de interese só para alguns). O que não faz dele menos interessante ou gratificante. "Um projecto de sonhadores", como a ele se reporta um dos seus mentores. E efectivamente só com muito amor à camisola é que se consegue manter. Como dizia já não sei muito bem quem, "uma ponte é uma maravilhosa forma de resistência pois mantém, com estoíca consistência, algo que tem tudo para cair".  Em novembro lá fundamos mais uma estaca, com mantas, lareiras e muita música. 

E por fim, um PIP. Um projecto de interesse pessoal, levado a cabo pela equipa me, myself and I, que dispensa notas de pé de página e cujo final ainda não está bem claro. Sei sim que Lessing e Carroll me esperam...asap.

E com tudo isto lá vou adiando as minhas viagens, mas estou em crer que esta Viagem me assenta melhor. "Em equipa vencedora, não se mexe."