sábado, 26 de janeiro de 2008

Nazaré II




Fotos by Bruno.

Efeméride

Parece-me que já foi á muito mais tempo, mas passou apenas um mês desde que começei este blog. Começei a escrever mais para meu bel prazer, mas muito rápido me apercebi de que a piada está na partilha, da ideia, da piada, do sentimento, da palavra... Não faço ideia quantas pessoas espreitam por esta janela, mas aqui vai um obrigado a todos, em especial aos que intervêm. Sabe bem ter-vos por aí, partilharmos um lado que o dia-a-dia nem sempre deixa mostrar. Um obrigado á Stella Maris por ter ajudado o meu gosto pela escrita a reacender. Outro ainda maior ao Diabolous in Musicae pela companhia, em muitos sentidos. E um antecipadamente ao elemento femenino do Blog, que não tarda arranja um tempinho para se juntar a nós como me prometeu.



Um mês chegou para me habituar a ter este cantinho. Apercebi-me melhor nos últimos dias. Tornou-se estranho ter coisas para escrever e faltar-me o tempo!

Até logo...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Citação do dia

"die Kunst, alles aus einem zu erzeugen" Arnold Schönberg

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O suspeito

Eu sabia que já tinha visto o suspeito em qualquer lado! É o Mugen... Um personagem da minha série de anime preferida. Samurai Shamploo.









Será que sou o único que estou farto desta merda de circo á volta da miuda? Um retrato robôt agora???

Nazaré



Acabei o ano neste sítio mágico... Amanhã um post decente com um episódio da experiência nazarena.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Outro Retrato

Na sequência do Retrato do Diabolous in Musicae venho deixar um post com uma coisa que escrevi, mais ou menos, aos vinte anos, correndo o risco de dar origem a uma espécie de Tesourinhos Deprimentes do The Invention of Balance!

Inevitavelmente
Imagina-se algo grandioso
Próprio de quem ama
a sua pequena grande utopia.
Imaginária, vaga,
Mas cheia de pequenos pormenores.
No meio a causa
Irracional, única, nobre, vulgar
Distinta somente devido a quem a causa,
a materializa no vazio
sem que chegue a ocupar espaço real.
Inevitavelmente
Flutua à volta da causa,
E tudo mais são pormenores
Nascidos de uma pureza susceptível
Pureza pessoal
Inevitavelmente pragmática, vulgar,
Distinta somente devido a quem a causa.
O que se obtém é algo mais pequeno.
O prazer é intenso.
A imaginação volta a voar.
Alto demais, ou talvez não.
Inevitavelmente
A comparação surge.
Eis a distância entre a verdade e a poesia.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A relatividade

Aos senhores Mickael, Joaquim, e Filipe tenho a dizer que me divirto mais numa noite a estudar análise com vossas excelências do que numa noite de copos com tantas outras pessoas...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Young at Heart...

Há, talvez, dois anos e pouco escrevi acerca de uma paixão literária, daquelas que se extinguem como a cinza após a combustão e se perdem no vento da nossa memória, que:
"...não há valores lenitivos para a perda do que poderíamos ser."

À luz do tempo as palavras parecem desmedidas, mas a vida parece acertar e eis que, mais cedo ou mais tarde, dota-me as palavras de profundo sentido.

Cumpriu-se a palavra!

Confesso que nem sempre é agradável sentimento, mas o facto de ainda existir a surpresa faz-me sentir vivo, e um pouco sereno. De certo modo sinto-me feliz, é bom saber-me capaz da hipótese de um sonho, da juventude que existe na espera da possibilidade desse potencial.

Obrigado amiga pela canção...

E por ora, fechamos esta janela, sem impropério ou desagravo.

Fairy tales can come true, it can happen to you
If you're young at heart
For it's hard, you will find, to be narrow of mind
If you're young at heart

You can go to extremes with impossible schemes
You can laugh when your dreams fall apart at the seams
And life gets more exciting with each passing day
And love is either in your heart or on its way

Don't you know that it's worth every treasure on earth
To be young at heart
And as rich as you are it's much better by far
To be young at heart

And if you should survive to 105
Think of all you've derived out of being alive
Then this is the best part
You have a head start
If you are among the very young at heart

Don't you know that it's worth every treasure on earth
To be young at heart
Or as rich as you are it's much better by far
To be young at heart

And if you should survive to 105
Think of all you've derived out of being alive
Then this is the best part
You have a head start
If you are among the very young at heart
If you are among the very young at heart



tom waits, Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Carta Aberta aos directores de marketing da Danone

Caros Senhores

Abrir um iogurte era suposto ser uma experiência agradável. Não percebo onde é que entra a parte de ler uma frase estúpida antes de comer o iogurte!

Por exemplo ontem abri um que me presenteou com a seguinte pérola literária:
"Olha para ti... Ainda há princesas!"

A imagem que me ocorreu foi a de um babuino com um lápis e uma folha branca á frente, assim primeiro pensativo, em busca de algo, até que lhe chega esta frase de génio e a escreve no papel, a muito custo, a morder a lingua e a carregar demasiado no lápis.

Em criança, quando estava a dar um filme de terror eu sabia que olhar para a televisão ia perseguir-me, que ia ter pesadelos com aquilo, mas não conseguia deixar de olhar. Com os vossos iogurtes passa-se algo semelhante... Eu sei que vou ler uma frase estúpida. Sei que aquilo me vai revoltar naturalmente, como qualquer manifestação de estupidez humana. Mas ainda assim a minha curiosidade mórbida obriga-me a virar o papel e ver a que ponto pode chegar a vossa imbecilidade! É certo que não vêm daí males maiores para a minha saúde mental, e dificilmente me conseguem convencer de que sou uma princesa... E se fosse uma princesa talvez lesse alguma ironia na frase. É que a ser uma princesa teria de ser daquelas que usam muitas plumas e fazem playback nos clubes nocturnos da especialidade. Obviamente não sou. Para o bem ou para o mal das artes deste pais, sou um simples músico.

Mas se calhar até podia fazer um part-time aí na Danone... Algo me diz que a equipa de amibas que têm aí escrever frases nos iogurtes precisava de uma mãozinha, portanto estou disposto a receber a vossa proposta.

Com os melhores cumprimentos
Tiago

domingo, 13 de janeiro de 2008

RETRATO

Quando eu tinha 20 anos era mais ou menos assim:

SER PORTUGUÊS
Poemacto de Geração

A Viagem

Há uma viagem que se faz por um rio que não se conhece, que se descobre a cada palmo navegado, numa embarcação que só o tempo dá a conhecer e nos diz onde forçar e onde proteger. Uma viagem que não escolhemos, um destino que não conhecemos, um prognóstico metereológico que nos é dado no fim da viagem, quando só nos é permitido refazer a carta dos sonhos passados e das amarguras que ficaram no fundo do copo, secas com o vinho de ontem que bebemos os dois. Sim, alguns cursos do rio foram partilhados, outros ainda o são, e a viagem continua num rio que já é mar, ou lagoa, água de uma barragem sem terra à vista sem mais rio para desaguar. Caravelas de esperanças, lágrimas de crianças, céu azul, verdes campos e margaridas por desfolhar, rios por viajar e terras prometidas, reis que nunca vês nesta terra do nunca... e o alentejo não tem mar e as rosas não têm mãe e o cristo continua sem biblioteca e o rio continua a correr, sem edição original, docemente para o mar ou para o raio que o parta ou para o raio que me parta, que esta terra é profíqua em tempestadades mas parca em pára-ráios...Vamos todos quantos somos neste rio navegar para no final da história nele alegremente ficar...afogado ou asfixiado pelo petróleo das motas de àgua, ‘No importa, No passa nada, mi estrellita’. A noite cai…do céu aos trambolhões, e quase se magoa, felizmente isto é um rio, enfim, a noite cai e o azul do céu fica igual ao preto da terra, que da tão prolongada ausência permutou a cor vivaz por preto de luto, como o de um parente que não é chegado e já foi indo, pelo Letes, à procura do barqueiro, afim de se libertar do negro óbolo que resguarda em sua boca, na esperança da passagem para um futuro palpável que não se esvaia entre os dedos e se confunda com o sonho, como aquele do dia em que aportámos ao paraíso e pedimos um galão de máquina e uma merenda e o Luís nos tocou aquela canção de embalar da mãe do Brower enquanto comíamos tranquilamente e respirávamos fundo, aproveitando o ponto final antes do aluvião, o silêncio da pausa, o pretérito imperfeito, ponto.

Parágrafo.

(porque me apetece respirar e isto são só letras e não mandam mais do que eu, que aqui ao leme sou o maior, sou o país que só eu sou, o continente incontinente, o barco na banheira com um ralo que decide se presta o leme que eu governo de peito inchado e barriga vazia, Vamos lá cambada, passa a bola ó campeão, afinfa-lhe no ‘disco-sound’ e uma amesquete sempre arranca uns aplausos GOOOOOOOOOLOOO)

. Ainda o mesmo parágafo.

Macho Cleening!

Hoje, para grande infelicidade minha tenho de limpar a casa de banho. É a minha vez que chega, fatal como o destino. E o meu amigo Júlio, vai ao cinema... Então lembrei-me que, numa das vezes em que limpamos juntos em vez de fazermos os turnos, fiz provavelmente a minha melhor piada de 2007!

Estava o Júlio a limpar e diz:
"Eh pá, mete lá aí um som, pra não ser uma seca tão grande"

Eu: "Ok" :-)

Ponho o tema principal do Brokeback Mountain no máximo do volume e espreito do fundo do corredor, para ver o Júlio em calções e sem blusa parar de limpar o espelho, ficar pensativo durante 2 segundos, e depois dizer:

"Fooooodassss.... Isto não meu!"

Júlio, deixar-me a limpar sozinho dá direito a retaliação! Eu prometo que ponho um som que não atente á nossa condição heterossexual, e não se fala mais nisso!

O Idilico e o real


Sobre a Nicole Kidman disse um amigo meu uma vez:

"...Não faz muito o meu tipo, mas tem aquele aspecto de que, se estivesse uma semana sem tomar banho, ainda assim continuava a cheirar a rosas..."

Subscrevo inteiramente. Aliás, diria memo que ela tem aspecto de quem, se eventualmente desse uma bufa, cheirava a Channel Nº5.


Infelizmente algo me diz que eu e a Nicole dificilmente chegaremos a esse nivel de intimidade... E felizmente não sou do tipo de exigir que uma mulher seja uma criatura saida de um conto de fadas.