domingo, 7 de junho de 2009

Talento, aos montes...

José Riço Direitinho, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe...
Talvez só o segundo tenha, por enquanto, o sucesso que merece por cá. O primeiro tem de contentar com entrar directamente para o top a cada livro seu editado na Alemanha. E o terceiro com uma crítica unânime por parte dos seus pares e vários prémios. Acabei ontem de ler "O Remorso de Baltasar Serapião" e deu-me para este desabafo, porque na realidade foi o livro que veio ter comigo, e ninguém senão o acaso me proporcionou esse enorme prazer.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desktop


Passing Blur
By Complex-A

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100 Obras para ouvir antes de morrer - Nº9

(muito boa banda sonora para chuva fora de tempo...)

Anouar Brahem

"Le Pas du Chat Noir"

Um dos trios mais improváveis que já ouvi, Oud (um tipo de Alaúde) Acordeão e Piano, resulta numa fusão perfeita. É um disco cheio de espaço, melancolia e profundidade. Às vezes não basta ter grandes músicos, podemos tê-los e a magia não acontece. Aqui acontece sem margem para dúvidas. Tudo é contido, e quem não souber escutar mais longe pode achar que talvez falte virtuosismo ao trio. Na verdade sobra, há apenas a sugestão dele, que trespassa o que é dito e o que é escondido na delicadeza dos temas.
Pergunto-me como é possível alguém comprar cds de relaxamento nas ervanárias por 15 euros (que em mim têm um efeito muito pouco relaxante, no mínimo) quando há tão boa musica que permite uma leitura mais leve.


Enjoy!
http://www.anouarbrahem.com/


quarta-feira, 3 de junho de 2009

En Zaragoza.

Huevos rotos con jamón? A mí me encantan. Podemos cenarlo todos los días!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aceitar.

Quando é dia NÃO, é dia NÃO e não vale a pena tentar contrariar e tentar fazer mais alguma coisa que possa eventualmente melhorar, ou correr bem, só para se ter a sensação de que afinal não foi tudo virado de avesso.

Não. Em dia Não, a melhor atitude a tomar é a resignação e aceitar que é dia Não. Deixar de inventar portanto, porque quanto mais tentamos endireitar as coisas, mais vemos tudo a correr ao lado.

A parte boa do dia NÃO foi a noite maravilhosa de Verão que esteve e a vingaça passou por uma bela conversa numa esplanada a beber sangria fresquinha. Foi uma das únicas partes SIM do dia NÃO. Outra foi um e-mail que recebi a elogiar o meu trabalho e postura na vida de alguém por quem tenho consideração e que trabalha na mesma área que eu. Afinal foram dois SIM em pleno dia Não.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Waiting.


Fico sempre meio nostálgica quando faço análises. É aquela coisa de deixar um bocadinho de mim lá. É aquela coisa de quase parecer que não tenho mais que fazer do que pensar nisso.

Isto das análises até não me costuma chatear muito. Espero, sento-me, viro a cara para o outro lado e penso em coisas boas fora daquela sala. E pronto.

Aborrecer-me, aborrece-me que quando estou na parte de aguardar pela minha vez, aparecem sempre umas trinta grávidas e mais umas crianças e, lá está, passa-me tudo à frente como quem não quer a coisa. Faminta, lá continuo sentada à espera a fingir que estava a olhar para outro lado. Provavelmente, estou a ser egoista completamente influenciada pelo meu apetite matinal devorador e quando andar por aí pançuda, devo agradecer em silêncio passar à frente de toda a gente. O que é certo é que quando as barriguinhas estão muito grandes parece-me fazer sentido que passem à frente, agora quando quase não se notam? E o menino, não aguenta um tempinho na cadeirinha? Eu também sofro de quebras

Bem, o que é certinho direitinho, é que aparecem sempre todos quando a minha vez está a chegar!

terça-feira, 26 de maio de 2009

A afilhada.

Depois de comovida e surpreendida em grande escala, declaro-me a madrinha, mais babada de sempre, de uma menina muito linda e fofinha, com algum mau feitio, sendo isso um requisito natural para nos aturarmos no futuro. Na verdade, a par da comoção e orgulho pesa alguma responsabilidade: vou ser madrinha daquela pequenita tão pequenina:)

"Achas que vale a pena se não for "aquilo tudo"?"

Foi assim que me emudeceram num jantar muito recente. Percebi que afinal o tema era importante e tinha vindo para ser esclarecido. Embora não tivessemos tido oportunidade de discuti-lo pela interrupção que sofremos... Logo este tema ao qual não costumo dar segundas hipóteses. O cinzento, apesar de ser uma cor, que faz parte da minha paleta pessoal de preferências, não é de todo o que mais aprecio em termos de relações. Tenho pensado na pergunta e sobretudo na resposta que estou a dever, os amigos não são para esconder as coisas. Sou patrocinada pela versão optimista. Se não for "aquilo tudo" ou não tiver perspectivas de ser, acho que não vale a pena. Para quê prolongar uma situação que não vai a lado nenhum? E é aqui neste ponto que dizem que sou de extremos... e muito teimosa. Teimo que tem de haver butterflies ou pelo menos formigas com perspectiva de crescimento, de contrário a sensação de querer "aquilo tudo" vai continuar.





Não tem nada a ver mas anda também lá muito perto, no minímo, da imagem. Li hoje, alguém que partilha da minha opinião:

"Com o tempo aprendi que quando um homem quer verdadeiramente uma mulher, não há nada que se meta pela frente, não há falta de saldo no telemóvel, não há volume de trabalho ou situação familiar que o impeça de obter o que procura. Um homem movido pelo coração é mais insistente que uma mulher."

Daqui: http://amacadeeva.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Adónis volta a levantar a cabeça" *

hum...algumas confissões antes de mais.

1ª Confissão: Sou filha única de um pai fotógrafo.
2ª Confissão: Nasci no Intendente se bem que, por alguma razão que consideraram relevante, os meus pais optaram por pôr no meu B.I, "Naturalidade: Queluz - Sintra". Efectivamente foi aí que residi nos primeiros treze anos da minha vida, e foi também aí que fui baptizada.

Por motivos que mais tarde vão perceber, deixo a 3ª Confissão para o meio do post.

Portanto, há 28 anos e qualquer coisa atrás, dei por mim vestida num pesadelo de cetim amerengado, ao qual não faltaram as clichés fitas de cetim cor de rosa, nem a touca de rendas para completar o modelito. Era o dia do meu baptizado e eu lá estava, incauta e inocente, cheia de bochechas cor de rosa, vestida de merengue, a bolsar indiscriminadamente pelos jardins do Palácio de Queluz. Ora o que aconteceu a seguir veio alterar por completo a minha vida até ao presente dia. O meu pai, a sua veia artística, e o entusiasmo por ter uma criancinha, resultou na brilhante ideia de inúmeras e assutadoras fotografias minhas em cima de todas as estátuas do palácio de Queluz. 
Não sei se estão a seguir bem a história, mas num breve insight posso esclarecer que eu tinha meses, logo cerca de meio metro, e fui forçada a estar ao pé de estátuas gigantes, cheias de verdete e com um ar verdadeiramente assustador. Há inclusivé uma foto em que estou em cima de uma estátua dentro de um lago/fonte. Se se estiverem a colocar a questão de como raios é que eles me conseguiram pôr dentro de uma fonte redonda, de diâmetro bastante considerável, sem um escafandro ou sem que uma tragédia tivesse acontecido...não vos sei responder. Continua um mistério até hoje.

E isto leva-me à confissão nº3: Sim, eu tenho medo de estátuas. Tudo quanto sejam estátuas de figuras humanas ou animais, de tamanho real ou maiores...é para esquecer, ou então para guardarem a memorável e hilária recordação de um adulto a  entrar em pânico face a um bocado de pedra.

Freud não explica, mas no decorrer da minha vivência, e uma vez que estudei artes, fui-me apercebendo de que as estátuas que mais confusão me fazem são as do período barroco ou neo-clássico e, coincidência das coincidências, esse é justamente o período das estátuas do Palácio de Queluz. 

E agora outra pergunta inevitável: O que é que isso vos interessa e, já agora, o que é que isso tem a ver com o Adónis levantar de novo a cabeça? 
Bem...interessar, não interessa para nada (talvez me interesse só a mim e à minha capacidade retorcida de encontrar simbologias e fazer associções). Agora o Adónis...tem tudo a ver. É que as malfadas estátuas do Palácio de Queluz estiveram em retiro durante quase dois anos e voltaram agora para nos assombrar com a sua restaurada beleza. E, como parece ser o ano de vencer os medos, acho que até sou gaja para ir até lá e olhá-las olhos nos olhos.


* título de uma notícia no Público

quinta-feira, 21 de maio de 2009

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Caros Professores,

Como bem sabem, os colégios onde a XXX se insere são predominantemente católicos. Os alunos usam farda e os próprios funcionários seguem regras apertadas de vestuário. Vimos fazer-vos um pedido: evitem, por favor, levar peças de roupa que possam ferir a susceptibilidade de uns e despertar o interesse de outros! Evitem ir com a barriga à mostra, com os ombros destapados, com saias muito curtas. Por favor, também não levem chinelos (do género de praia) para as aulas.

Alguns vão achar a maior das graças a este e-mail. Mas contamos com a colaboração de todos!

Muito obrigada e votos de continuação do excelente trabalho. »

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O que voces querem SOU EU!!!!

E pronto, bem sei que isto bastaria...

Não ponho posts a dar os parabéns, faço melhor, providencio material digno de verdadeiros posts, até porque, nem me sobrou muito tempo, entre sair as nove e meia do Fundão chegar a Lisboa, mal ter tempo de tomar uma banhoca refrescante e passar onze horas num restaurante (para o ano vai ser difícil bater o record)...há que admitir que não estava em condições de postar aqui fosse o que fosse...a não ser que fosse algo no meu ideolevto da madrugada a que bem vos habituei...hehehe.

Posto isto, o que voces têm...é fome de conversa...e o que voces querem...SOU Eu!!!

Não sei se já disse...

mas adoro que me surpreendam. Pequenas surpresas! Pequenas coisas (um sms, um post-it, um plano, qualquer coisa espontânea)! Ser surpreendida faz-me ficar com aquele sorriso e sabe tão bem.