Nas grandes cidades, há quem fuja do centro cosmopolita para viver nos arredores, conseguem-se casas mais baratas, é o principal argumento proferido. Perde-se noutras coisas, dizem os outros que elegem o centro para morar. Em Lisboa, preferem os bairros porque são mais característicos e, no fundo, mais familiares. Têm o palpitar das aldeias, comércio tradicional e o senhor do café já sabe o que vai ser o pequeno-almoço. Não é em vão que se concentram nos vários bairros da cidade familias oriundas dos diferentes pontos do país. Quando vieram para Lisboa, saidos da província, como antes se chamava, em busca de trabalho que lhes proporcionasse uma vida melhor, procuravam um local para viver que fosse acolhedor. Embora dentro de uma cidade grande, um lugar que lhes passasse a paz da sua terra, aldeia. Um sossego que faz surgir a questão de se estaremos mesmo a viver numa grande cidade.
Um lugar que de alguma forma faz sentir em casa.
Em casa. Não acontece com muita frequência mas são as pessoas que vão passear o cão, ou deitar o lixo, de chinelos, despenteados e embrulhados num robe, como se estivessem em casa, que reforçam a ideia quase perdida de bairro.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
De um lado para o outro #7
A caminho de Rio Maior, perante o sinal de trânsito a indicar a localidade de Alcoentre, o único pensamento que me surgiu foi "Pasta al Coentre"... talvez com umas natas, enquanto ria desalmadamente assustando o condutor.
E ainda estamos no início do ano... 2009 promete!
E ainda estamos no início do ano... 2009 promete!
domingo, 11 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Quote machine #2
Para começar bem o ano como blogger... Grande, enorme, este senhor:
"Es a ti quien busco noche y dia sin sombra donde respirar. Es tu sangre y tu amparo lo que deseo"
"Es a ti quien busco noche y dia sin sombra donde respirar. Es tu sangre y tu amparo lo que deseo"
Frederico García Llorca
Yerma
Yerma
Aconteceu.
Ano Novo. Boca nova. E falta qualquer coisa... acabei de deixar o companheiro das festas. Afinal... não é preciso tirar já. Tragam-no de volta!!!!!!:)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
P.S.
Posto tudo isto. Voltei. E consegui evitar os temas natalícios e de desejos para o ano novo.
Bom ano para todos:)
Bom ano para todos:)
O fim.

E quando finalmente chega o fim, começo a ficar receosa. Sim porque isto de tirar um aparelho, companheiro de festas durante dois anos, pode ser revolucionário e gerar até muitas questões de identidade. E se quando tirar, não reconhecer o meu sorriso no espelho? O não reconhecimento pode suscitar um resvalar existencial preocupante.
A parte boa é que vou deixar de apitar e apanhar vergonhas na zona de controlo no aeroporto; posso ir a um jantar romântico descansada porque a possibilidade dos espinafres ficarem pendurados é nula e vou poder finalmente comer Sneakers.
Tempos livres.

"Os tempos não nos levam para novos" gostam alguns de repetir com frequência. Não dando especial interesse a essa nostalgia, apercebi-me que em muito se pode relacionar com a questão da gravidade. E, neste aspecto em particular suscitou o meu interesse. O chão começa a parecer-nos muito longe quando olhamos para os pés e a ideia de lá chegar atinge-nos qual martelada pela dor que a queda pode provocar. Isto para não ser pessimista e pensar em ossos partidos.
Quando somos mais pequenos não temos medo de cair, pelo contrário e nem pensamos nos ossos, acho que porque o chão está muito próximo, não se torna tão assustador. É a tal questão da gravidade!
Lembrei-me disto, quando no fim-de-semana passado fui andar de patins no gelo e, à minha volta, a maior parte das pessoas chegava-me à cintura, salvo algumas excepções. Essas pessoas pequenas não tinham qualquer problema em atirar-se em voo picado para o centro da pista terminando numa pirueta descontrolada no chão. Gabei-lhes a agilidade. A minha parecia meio perdida, nem me arrisquei a cruzar os passos quando virava e andar para trás como fazia, nem experimentei. Fiquei-me por umas voltinhas sempre a direito, evitando os que continuavam agarrados à barra. O gelo lá em baixo parecia tão distante, frio e molhado...
sábado, 3 de janeiro de 2009
ano novo, resoluções, desejos, complicações...
enfim, o pacote completo.
Antes de mais, e numa já dispensável confirmação da nossa displicência natural, porque raios - ao contrário da grande maioria dos outros países - pedimos nós desejos de ano novo e não estipulamos resoluções para o novo ano?!? A malta é mesmo assim...se cair o céu é que é, agora fazer (termo estranho este), tentar, esforçar, ... é coisa muuuito complicada.
Antes de mais, e numa já dispensável confirmação da nossa displicência natural, porque raios - ao contrário da grande maioria dos outros países - pedimos nós desejos de ano novo e não estipulamos resoluções para o novo ano?!? A malta é mesmo assim...se cair o céu é que é, agora fazer (termo estranho este), tentar, esforçar, ... é coisa muuuito complicada.
Mas também gostamos do passado, gostamos tanto ao ponto de quase o preferirmos a um futuro. Tantas coisas giras que se podem fazer num novo ano, tantas oportunidades,... mas não, é melhor pensar em continuidade e carregar o fardo de anos. É que isto de simplesmente abdicar também é tarefa complicada. Talvez seja como diz o Eliot: the difference between the present and the past is that the conscious present is a an awareness of the past in a way and to an extent wich the past's awareness of itself cannot show. E para quê dedicar tempo ao futuro quando podemos ter cada vez uma maior compreensão do passado?
Várias coisas (ou resoluções):
. deixar de me valer de sketchs maus sobre a Manuela Ferreira Leite e o conceito de ironia.
. e definitivamente não me deixar perder em intenção quando escrevo posts pois, de uma totalmente entusiasmada e entusiasmante consegui descambar para outra totalmente sindicalista e deprimida
Enfim, meus caros, encurtando muito caminho e incontáveis e incontornáveis baboseiras...
FELIIIIIIIIIIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ 2009!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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