I am fond of pigs. Dogs look up to us. Cats look down on us. Pigs treat us as equals.
Winston Churchill
Portanto entou engripada e não calculam o que este belíssimo timming está a fazer pela minha vida profissional e social.
Um espirro no elevador e as restantes três pessoas encostam-se imediatamente às paredes, não vá uma bomba explodir.
Cada vez que me assoo, o olhar de soslaio das minhas colegas é simultâneamente fulminante e aterrorizado. Espero a qualquer momento que me entreguem uma máscara e umas luvas ou, melhor ainda, me mandem para casa de quarentena.
Nada disto é muito simpático porque, não sei se com a gripe suína é igual mas a gripe normal em mim tem um efeito altamente soporífero, assim, em vez de estar capaz de responder à altura, o que pelas minhas previsões seria espirrar bem em cima das pessoas, o máximo que consigo é adormecer-lhes em cima. E isto assim não tem piada.
Bonito, bonito, vai ser quando o arquitecto de serviço voltar do méxico na segunda feira. Ou muito me engano ou vou ter uma semana de férias.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sobre os anúncios publicitários.
Porquê que os bancos embirraram agora em fazer anúncios tipo musicais? Primeiro a Bárbara G. num barco, agora "I need a zero"? Please.
Cada vez que vejo o anúncio do Jameson, tenho vontade de começar a gostar de wisky e deixar-me da cerveja. Aquela imagem do músico com ar de metaleiro que se senta e inesperadamente toca arpa. O som solitário da arpa ao que se junta toda uma sinfonia. Gosto, gosto muito!
Cada vez que vejo o anúncio do Jameson, tenho vontade de começar a gostar de wisky e deixar-me da cerveja. Aquela imagem do músico com ar de metaleiro que se senta e inesperadamente toca arpa. O som solitário da arpa ao que se junta toda uma sinfonia. Gosto, gosto muito!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
como arruinar o seu dia e alienar amigos
(sábado)
X- Feliz dia da Liberdade!!!
Y- Sabes que que não somos lá assim muito livres.
X- clic! tu tu tu tu tu...
E é verdade que não somos, e é verdade que muito do que pretendemos que seja perene vai acabar por sucumbir.
Só assim se explicam duas coisas:
coisa #1 - Em todos os 25 de Abril se ofereciam cravos pelas ruas , este ano vendiam-se.
coisa #2 - Na versão actual da turma da mónica, as personagens são agora adolescentes. A Mónica é toda boa, a Magali já não come, o Cascão toma banho e o Cebolinha, além de namorar com a Mónica, fala correctamente.

Não sei se este é um mundo onde me agrade viver.
X- Feliz dia da Liberdade!!!
Y- Sabes que que não somos lá assim muito livres.
X- clic! tu tu tu tu tu...
E é verdade que não somos, e é verdade que muito do que pretendemos que seja perene vai acabar por sucumbir.
Só assim se explicam duas coisas:
coisa #1 - Em todos os 25 de Abril se ofereciam cravos pelas ruas , este ano vendiam-se.
coisa #2 - Na versão actual da turma da mónica, as personagens são agora adolescentes. A Mónica é toda boa, a Magali já não come, o Cascão toma banho e o Cebolinha, além de namorar com a Mónica, fala correctamente.

Não sei se este é um mundo onde me agrade viver.
domingo, 26 de abril de 2009
Para a pessoa que...
... me roubou o casaco, desejo duas semanas de diarreia (e só vou dizer esta palavra uma vez para não entrar no exagero da publicidade que corria na televisão). Duas semanas por:
- me ter levado o único casaco que comprei de todos os que tenho dessa marca.
- ter sido comprado em Barcelona num fim-de-semana inesquecível com os meus dois mosqueteiros.
- ser o meu preferido, apesar de ser o mais discreto e básico. Tanto dava para formal como para informal.
- me terem feito sair da festa com uma fatiota ligeiramente estranha, o que vale é que nas ruas já estava tudo mais para lá do que para cá. E ainda fiz um fã que queria à força levar-me para o Lux porque tinha carisma... com aquela fatiota? Nada de ilusões, ele estava era podre de bêbado.
- me fazer ter a impressão que fiquei sem casaco para vestir. Sem roupa para vestir.
Duas semanas inteiras, cheias de cólicas e todo o desconforto que é inerente nestas situações.
- me ter levado o único casaco que comprei de todos os que tenho dessa marca.
- ter sido comprado em Barcelona num fim-de-semana inesquecível com os meus dois mosqueteiros.
- ser o meu preferido, apesar de ser o mais discreto e básico. Tanto dava para formal como para informal.
- me terem feito sair da festa com uma fatiota ligeiramente estranha, o que vale é que nas ruas já estava tudo mais para lá do que para cá. E ainda fiz um fã que queria à força levar-me para o Lux porque tinha carisma... com aquela fatiota? Nada de ilusões, ele estava era podre de bêbado.
- me fazer ter a impressão que fiquei sem casaco para vestir. Sem roupa para vestir.
Duas semanas inteiras, cheias de cólicas e todo o desconforto que é inerente nestas situações.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Isto só visto...
... porque contado perde-se parte do desespero da situação. Demorei duas horas e meia a chegar a casa quando levo cerca de meia-hora. Tudo isto graças a um buraco na Av. de Berna. Deu para ouvir CD's que fazia tempo não tinham uso; para confirmar algumas presenças na festa que se aproxima e vai ser a Festa... e deu para eu reforçar a ideia de que de facto não conseguiria ter aquele quotidiano. Logo nada de casa na Margem Sul ou zonas circundantes da IC19, nem que a casa fosse de graça. O pior disto tudo é que só me apetecia bater com a testa no volante e garanto afincadamente que não tenho tendências masoquistas. Em resumo, mais do que ter uma casinha com um grande jardim, em terras longíquas do centro da cidade, prefiro manter a minha testa intacta!
Verdade ou mentira?
Num processo de fusão entre duas empresas, que se vem arrastandoe finalmente vai acontecer, a maior preocupação revelada de imediato foi? A partilha do micro-ondas.
Os ânimos levantaram-se cheios de preocupação e com falta de tolerância. Ninguém se está a lembrar que para quem vai mudar de instalações deve estar bem mais preocupado com o que vai encontrar e ser muito mais dificil do que esperar mais um pouco na fila do micro-ondas. E, sobretudo, enquanto se distraem com o micro-ondas não se lembram do que pode ser mais importante, o aumento de funções, sem aumentar mais coisa nenhuma.
Os ânimos levantaram-se cheios de preocupação e com falta de tolerância. Ninguém se está a lembrar que para quem vai mudar de instalações deve estar bem mais preocupado com o que vai encontrar e ser muito mais dificil do que esperar mais um pouco na fila do micro-ondas. E, sobretudo, enquanto se distraem com o micro-ondas não se lembram do que pode ser mais importante, o aumento de funções, sem aumentar mais coisa nenhuma.
domingo, 19 de abril de 2009
...
Talvez seja desta súbita mudança de clima que me aportou uma constipação daquelas...ou do cansaço, talvez esteja farto das viagens...não sei...sei que se há coisa que me define, constância não é uma delas...
E é isto...nem eu me entendo, e começo também a sentir um certo cansaço...ja me apetecia ser um pouco mais normal...mais remediado que fosse, durante um período razoável de tempo...
Agora isto de nem para a frente nem para trás e quando à frente se calhar nem por isso...
...mas enfim, deve ser da constipação primaveril que trás destas coisas febris, e dos espirros que não são dos poléns mas poderiam ser das flores...mas não são...
Talvez o que haja em mim seja somente cansaço...
E é isto...nem eu me entendo, e começo também a sentir um certo cansaço...ja me apetecia ser um pouco mais normal...mais remediado que fosse, durante um período razoável de tempo...
Agora isto de nem para a frente nem para trás e quando à frente se calhar nem por isso...
...mas enfim, deve ser da constipação primaveril que trás destas coisas febris, e dos espirros que não são dos poléns mas poderiam ser das flores...mas não são...
Talvez o que haja em mim seja somente cansaço...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Filhos de um Deus um bocado parvo
Era notícia no Destak de hoje as revelações da actriz surda-muda Marlee Martin na sua autobiografia, sobre a porrada que levava de William Hurt, de quem foi namorada durante 2 anos após terem-se conhecido na rodagem de Filhos de um Deus menor.
Em videoconferência exclusiva para o The Invention of Balance a actriz escreveu:
- Eu tentava gritar, mas ele não me dava ouvidos...
Já William Hurt, na outra janela da videoconferência, se recusou a prestar declarações. Fez, contudo, uso de linguagem gestual, ininteligível à nossa redacção, para comunicar com Marlee. Primeiro com a palma da mão aberta, que aproximou e afastou da câmara, e depois agitando um punho fechado, franzindo o sobrolho e mordendo o lábio inferior.
Em videoconferência exclusiva para o The Invention of Balance a actriz escreveu:
- Eu tentava gritar, mas ele não me dava ouvidos...
Já William Hurt, na outra janela da videoconferência, se recusou a prestar declarações. Fez, contudo, uso de linguagem gestual, ininteligível à nossa redacção, para comunicar com Marlee. Primeiro com a palma da mão aberta, que aproximou e afastou da câmara, e depois agitando um punho fechado, franzindo o sobrolho e mordendo o lábio inferior.
Quote Machine #3
"Terapia. Fui a um psiquiatra uma vez. Estava a fazer uma coisa que se tinha tornado um padrão na minha vida e pensei: Bem, devia ir falar com um psiquiatra. Quando entrei na sala perguntei-lhe: «Acha que este processo poderia, de alguma maneira, danificar a minha criatividade?» E ele respondeu: «Bem, David, tenho de ser sincero: acho que sim.» Apertei-lhe a mão e vim-me embora."
"Persistir. ...procure arranjar um emprego que lhe dê algum tempo; tenha o seu sono e um bocadinho de comida; e trabalhe tanto quanto conseguir. Há tanto gozo em fazer aquilo que se ama..."
David Lynch
Catching the Big Fish
"Persistir. ...procure arranjar um emprego que lhe dê algum tempo; tenha o seu sono e um bocadinho de comida; e trabalhe tanto quanto conseguir. Há tanto gozo em fazer aquilo que se ama..."
David Lynch
Catching the Big Fish
Mas porquê uma tatuagem que só se lê ao espelho?
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A leveza da vida.
As mulheres, umas mais que outras, outras de uma forma mais lúcida que aquelas, por muito que não queiram, conseguem um feito efémero mas de certa forma engraçado: arranjam as maiores desculpas de sempre para justificar o homem. O homem delas entenda-se. Ou que gostariam que fosse delas. Ou que, no mínimo, gostariam de manter ao lado delas. É nestas alturas que são revelados os elevados níveis de imaginação fértil da cabeça feminina.
"Não, ele ainda não ligou... Mas correu tudo tão bem. Pareceu-me ouvir hoje nas notícias que estava alerta vermelho, com muito vento e ondas enormes... oh meu Deus! Estava a fazer surf, foi enrolado na onda, foi parar à cidade desparecida no Triângulo das Bermudas! E lá não há rede... é isso!"
E enquanto desafiam os limites da paciência social, nem se apercebem logo à primeira que "He's not into you!"
Por seu lado, os homens têm, embora disfarçado lá muito no fundo, uns mais que outros, um problema com compromissos. De acordo com Jerry Seinfeld: "Porquê que o compromisso é um problema tão grande para o homem? Acho que, por uma razão qualquer, quando um homem atravessa a via rápida da vida... a mulher com quem se envolveu é como uma saída, mas ele não quer sair, quer coninuar a conduzir.
E a mulher diz: "Olha, gasolina, comida, hotel. É a nossa saída. Não precisamos de mais nada para sermos felizes. Sai já aqui!
Mas o homem está concentrado no próximo sinal "Próxima saída em 43km," e pensa:"Consigo chegar lá. Consigo chegar lá."
E vocês? Vão perder mais desta comédia? Eu ando com vontade de ir ver.
"Não, ele ainda não ligou... Mas correu tudo tão bem. Pareceu-me ouvir hoje nas notícias que estava alerta vermelho, com muito vento e ondas enormes... oh meu Deus! Estava a fazer surf, foi enrolado na onda, foi parar à cidade desparecida no Triângulo das Bermudas! E lá não há rede... é isso!"
E enquanto desafiam os limites da paciência social, nem se apercebem logo à primeira que "He's not into you!"
Por seu lado, os homens têm, embora disfarçado lá muito no fundo, uns mais que outros, um problema com compromissos. De acordo com Jerry Seinfeld: "Porquê que o compromisso é um problema tão grande para o homem? Acho que, por uma razão qualquer, quando um homem atravessa a via rápida da vida... a mulher com quem se envolveu é como uma saída, mas ele não quer sair, quer coninuar a conduzir.
E a mulher diz: "Olha, gasolina, comida, hotel. É a nossa saída. Não precisamos de mais nada para sermos felizes. Sai já aqui!
Mas o homem está concentrado no próximo sinal "Próxima saída em 43km," e pensa:"Consigo chegar lá. Consigo chegar lá."
E vocês? Vão perder mais desta comédia? Eu ando com vontade de ir ver.
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