segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Day # 1

Reconhecer a beleza e usufruir dela quando esta nos provoca uma dor profunda é uma das ironias a que algumas vezes somos expostos na nossa vida. E talvez esta prova seja apenas superada por alguns seres humanos, repletos de nobreza e maioridade, e talvez esta grandeza se atinja superada esta e outras provas, desafios que nos fazem tirar todas as medidas, da densidade do ar ao tamanho da lua, dos segundos num dia ao tamanho do pé, do silêncio à distância que nos delimita...

Pequenas delícias.


Durante o pequeno-almoço, numa bela esplanada:

A: "E hoje? O que vamos fazer?"

B: "Faz tanto tempo que não ando de eléctrico. Vamos passear de 28!"


E foi uma manhã de passeio fabulosa. Quase parecia que estava de férias novamente.

Estado de sítio.

Faz pouco tempo, na SIC Notícias, rezava assim:

"Droga encontrada num voo da TAP"
"Acção das autoridades atrasa reencontro de irmãos que não se vêem há mais de 15 anos"

Realmente há que definir prioridades, então há dois irmãos que se vão reencontrar e as autoridades ainda estão preocupadas com o carregamento de droga que vem também no avião? Evitemos o drama, se esperaram 15 anos para se reencontrar, quinze minutos não é nada!

domingo, 9 de agosto de 2009

sempre



the road to enlightening, P.A.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mr. Dave Douglas


E vão três concertos que vi deste senhor, todos completamente diferentes, todos incrívelmente bons... Como se a música não bastasse ainda vem aquele sentido de humor como cereja no topo do bolo. É definitivamente um dos meus musicos preferidos, de todas as areas, de todos os instrumentos, estilos etc... Em Abril lá estarei para vê-lo, com a expectativa muito alta.

por um lado...

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por outro...

Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério.

A quatro mãos escrevemos o roteiro
para o palco do meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos,
a sério.

L. Luft

Timbuktu


É um livrinho do senhor Paul Auster, em que o personagem principal é um cão absurdamente inteligente... Tão inteligente que é o personagem mais equilibrado e clarividente da história, o que é assim a atirar para o surrealismo de mau gosto. Mas no caso, a leitura do que não é dito é o que interessa. A alegoria feita com o sermos pouco donos da nossa vontade e escravos da nossa própria natureza está lá, é só extrapolar da perspectiva canina para a humana. Bem como a ligação directa entre a inteligência e os desgostos a ela inerentes, por nos obrigar a ver mais profundamente o mundo em que vivemos.

Acaba por ser um belíssimo livro, para os leitores de entrelinhas. Para os outros é bem capaz de ser uma merda. É que neste livrinho até a beleza e o optimismo estão latentes, e quase parecem um presente escondido para aqueles a quem a inteligência obriga a ver mais longe...

Paul Auster online

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Afinidades.

A minha afilhada de um ano e eu temos, para já, duas coisas muito importantes em comum: o mau feitio e a papa Cérelac!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Elogios.


Aqui que ninguém nos ouve, tenho um amigo que cada vez dá mais gosto em ouvir porque cada vez toca melhor! Qualquer dia, as lágrimas não lhe subirão mais aos olhos quando olhar para a sua conta bancária. Aguardem!




domingo, 2 de agosto de 2009

O consolo vindo do sertão

Volta e meia, quando vejo o saldo da conta bancária e me vêm as lágrimas aos olhos lembro-me do Elomar... Pode não parecer, mas o senhor era licenciado em arquitectura, e podia ter-se estabelecido no Rio como tantos outros migrantes. Mas só aquela atitude ao meter o chapéu caipira já ilustra bem as suas escolhas, como as minhas palavras nunca poderiam. Isso e a música, que é excelente:


Fica o primeiro verso:
Vou cantar num canto de primeiro
as coisa lá da minha modernagem
que me fizeram errante violeiro
eu falo sério, e num é vadiagem

E pra voçê que agora está me ouvindo
juro inté pelo santo menino
Virxe Maria que ouve o que eu digo
se for mentira me manda um castigo


Apois pro cantador e violeiro
Só hay três coisa nesse mundo vão
Amor, forria, viola, nunca dinheio...

Viola
Forria
Amor
Dinheiro não...

sábado, 1 de agosto de 2009

Copos.

Comprei uns flutes. Lindos. Lindos. E mais lindos vão ficar quando misturados com louça de estilo mais moderno. Como não estou a prever beber champanhe nos tempos mais próximos e eles são tão lindos, os meus flutes. Resolvi estreá-los com vinho e água. É isso, admito. Ontem ao jantar a menina bebeu vinho em flutes... who cares!

É tão bom que eu copiei!

" Português

Um português não é inteligente, é esperto.

Aqui está uma das maiores verdades do mundo. Não existem muitos portugueses inteligentes. 99% dos portugueses são imensamente espertos.

Perguntem a um português algo simples como a capital da Beira Baixa e garanto que nenhum sabe qual é. Agora experimentem estar com um português na mesma altura que o planeta é atacado por extraterrestres e eu garanto-vos que vão sobreviver e não só, vão viver à grande durante vários anos e nenhuma sonda vos vai penetrar. Como o fazemos? Ninguém sabe...também descobrimos metade do mundo com um pedaço de madeira, 55 alcóolicos e ninguem se questiona. São coisas que ninguém vao descobrir mas que toda a gente vai aceitar."



Para mais pérolas é só ler aqui!