segunda-feira, 13 de julho de 2009

A perda.

"E assim começa o desmoronar daquilo que temos por certo." Foi assim que se dirigiram a mim no outro dia. Sem palavras ocas bem intencionadas, com um olhar de tristeza... e percebi que entre a confusão de sentimentos que tinha na minha cabeça e com os quais me era meio intolerável lidar naquele momento. Esta era uma razão que já me havia passado pela cabeça e me fazia temer ainda mais o que não conhecia até agora. É puro egoísmo eu sei. Sou egoista nas pessoas que gosto e são o meu porto de abrigo, por isso, a dor de perdê-las, de imaginar que isso é um futuro que não poderei combater e com o qual não sei ainda lidar, custa mais e veio ao de cima, na semana passada.
É uma pessoa muito especial que tive o privilégio de conhecer, lidar de perto...
No final, é uma saudade e ausência imensa.

Uma questão de atitude


Confesso a minha desconfiança preconceituosa com tudo o que é americano e não conheço... Fico sempre de pé atrás. Então com a literatura ainda mais. Lembro-me sempre de quantos workshops de escrita eles fazem, do quanto é que tornam tudo técnico e vazio. Dan Browns e merdas do género.

Mas depois, como por exemplo no cinema, no meio daquele manancial de filmes descartáveis há coisas muito boas. Algumas indispensáveis. Woody Allen, Terrence Malick, Kubrik...

Nunca li nada de Cormac MacCarthy, mas esta conversa entre ele e os irmãos Joel e Ethan Coen, que surgiu a propósito da colaboração dos três em No Country for Old Men na Time, deixou-me rendido. Principalmente o final, em que ele fala sobre ter chegado à idade em que tem de fazer as opções certas sobre o que quer abordar, por já não ter assim tanto tempo de vida pela frente. Sendo que a atitude deste senhor perante o ter pouco tempo, ainda que obviamente respeitosa como o demonstra o estar a calcular as escolhas, está longe de ser o enfrentar de uma tragédia.
Da conversa(tradução da Visão):

C. MacCarthy: ...Mas não sei... Há muitas coisas que gostaríamos de fazer, sabes? À mediada que o futuro encurta, temos que...
J. Coen: Definir prioridades?
C. MacCarthy: Sim, de certo modo. Um amigo meu, que é pouco mais velho que eu, disse-me: «Já nem sequer compro bananas verdes.» [Ri-se] Ainda não cheguei aí, mas percebo o que quis dizer.

Ponto 1 - Gostava muito de envelhecer assim... A gostar da vida e do que faço, mas sem deixar de ter à vontade com a ideia da morte para que possa fazer piadas sobre o assunto. Quem puder que me dê uma mãozinha.
Ponto 2 - Próxima compra online deve ser um ou dois livros do senhor Coremac, que devem valer bem o dinheiro.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Desktop


by BeaucoupZero
aqui

Alegoria sobre o optimismo

-...
- Eh pá eu acho que sim...
- Mas isso não te parece optimismo excessivo?
- Define optmismo excessivo.
- Era uma vez dois putos de 18 anos, que vão a atravessar a recente ponte Vasco da Gama pela segunda vez. Vão a bordo de um Fiat Uno quase a desmanchar-se, à velocidade de ponta: 130kmph! Um olha para o outro, muito sério e diz: Foda-se, é hoje que damos um salto ali naquele calombo! Pronto, era optimismo excessivo.
-...

QuoteMachine #4

"...até para nos perdermos há que crer em nós próprios..."
André Malraux
A Tentação do Ocidente

quarta-feira, 8 de julho de 2009

!

Estava tão entusiasmada por ir de férias, era já esta Sexta-feira. E de repente tive de antecipá-las, para amanhã, e não estou a ter aquele gostinho especial... Começaram pela pior razão possivel:(

terça-feira, 7 de julho de 2009

O mundo dos porquês.

Estava aqui a pensar...
É, definitivamente pensar parece ser mesmo o meu problema.

Este zunido, este barulho, não percebo porque não hei-de contentar-me em não compreender e ponto final. Não! Temos de perceber, tem de fazer sentido e lá vem de volta o barulho na cabeça:)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Chegar a casa.

E é depois de um dia atribulado, que não tem sido senão uma continuação prolongada de semanas contínuas de lançamentos e apresentações e eventos, que sabe tão bem chegar a casa.
É depois de dada a última vista de olhos, acertados os pormenores para o dia seguinte que abandonamos o espaço, onde passámos grande parte da tarde, com aquele sentimento entre o dever cumprido, um cansaço que se abate, um apetite que se disfarçou e um descomprimir ligeiro que tem mais efeito que um Red Bull.
É depois de ter acedido a todos os pedidos, ter explicado a importância da campanha, chamar a atenção para aquela pessoa que podia ser interessante entrevistar, fazer sinais ao speaker, cuja mestria sempre lhe reconhecemos.
É depois de ter passado os olhos pela lista check-in, depois de finalmente pousar o telemóvel, depois de aceitar o convite para jantar e me sentar de forma insaciada na cadeira à mesa sobre a qual se volta a falar sobre trabalho...
É só depois de tudo isso. E só depois de tudo isso que sabe tão bem chegar a casa. O nosso cantinho que deixa tudo lá fora e onde tudo é familiar e somos acarinhados.
E depois ainda vai ver os e-mails para controlar umas respostas indispensáveis para que a semana termine em maravilha e entremos de férias, daquelas com telemóvel desligado.

domingo, 5 de julho de 2009

Transgressões...

Como se mastigasse o tempo devagar, sem desespero, mas de olho na vitrine, onde ao lado dos petit-four de amêndoa jaz em calda a minha ansiedade. O dia corre nem tão burocrático assim, mas finda actividade o retorno inevitável à cadeira, à espera de uma palavra que surja no horizonte electrónico e virtual que materialize na ausência o sorriso apaziaguador, que faça desvanecer por umas horas o vazio com que me vejo a braços. Ruidoso e inquietante este silêncio transeunte, morosos todos os semáforos de razão que me multam na espera a cada transgressão de impaciência a que o teu corpo me obriga.

Pedro Eça & Franco Atiradores

Enfim, quem não tiver nada mais produtivo para fazer ou não tiver imaginação suficiente para fazer algo mais interessante com o seu tempo inútil pode dar um saltinho à FNAC do Colombo hoje, daqui a pouco, às 17h, ou amanhã no Chiado às !8h para um Showcase do grupo supracitado e em baixo viedografado...

...mas vejam lá, isto é mesmo ultimo recurso, ãh? Arranjem uma vida, não apareçam, ok?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Movie.

Já estreou o "Idade do Gelo - 3"!!!!!!!!!!!!!!
Anyone?

Terapias.


De todos os tipos de terapias que existem e podemos precisar, este fim-de-semana escolhi a terapia da caipirinha. Tudo bem, até desconfiar que andei noutro tipo de terapia e nem me lembro...

Bem, alguém precisa da terapia do abraço?lol