Eu que sou um profundo conhecedor da fauna marítima, resolvi fazer google à palavra Marmota, e adivinhe, menina Bom Dia Comunidade, o que me apareceu... Wikipedia, essa fonte do saber online: Roedor, da família dos esquilos, blá blá blá.
Não sei porquê, mas assim à primeira vista continua a parecer-me um animal pouco dado à vida subaquática. Continuo a dizer que deves andar a comer Maruca. Isso sim é um peixe. E se andas a comer Marmotas, então temos de colocar no patamar dessas pessoas estranhas que comem cães e gatos, tipo os Chineses ou os Coreanos!
Solta sai vai....estas coisas das saudades parvas que não nos deixam...
...é só rotina (a falta dela)...o sorriso paira nos lábios, não se preocupem...e não é falso, é só um cinzento ali na alma que não quer sair,........ teiiiiiiiimoso..... ;)
Nada de grave, dizia o Contrabaixista da orquestra...
Ao aviso mensal sobre as leituras de contadores nos prédios, costumo, como sugerido em caso de ausência, deixar um post-it com a leitura. E como tenho a mania da personalização: "Bom dia! Leitura pedida Muito obrigada!!!"
No final do dia, ao contrário do que costuma acontecer, o meu post-it permanecia na porta e era o único. Achei estranho mas quando ia tirá-lo reparei no acrescento giro: "Bom dia! Leitura pedida Muito obrigada!!!
Hoje vi um vestido lindo de morrer. Daqueles que nem precisamos de experimentar para sabermos que tem de ser nosso. Daqueles que apela ao nosso sentimento mais básico o da emoção. Daqueles que não nos deixa sair da loja. Contra todas as forças da natureza, voltei a pendurá-lo e deixei-o lá. Pelo caminho, vim a rever toda a minha agenda para arranjar aquela razão de peso para ir comprá-lo. Não que isso seja sempre necessário. Mas é um pretexto grátis muito forte. Para o vestido que é, tinha de ser uma festa de glamour ou um jantar daqueles.
Sair do trabalho às 15h. Ir ao ginásio. Fazer uma aula descontraida com um grupo pequeno. Tomar um duche calmamente. Sair. Ter uma tarde inteira ainda pela frente para fazer umas comprinhas, tomar uns cafés... E estamos de fim-de-semana! Deviamos sair todos os dias ás 15h e a produtividade iria aumentar exponencialmente.
[A versão da Nana Caymmi é estupidamente melhor, mas foi o que se arranjou...]*
Não, não se pode dizer que eu seja um homem de sono tranquilo, pesado sim, mas tranquilo não. O mundo pode estar a desabar e eu...dormindo, a vizinha dos baixo pode estar (como está) a derrubar paredes 1h30 seguidinha e eu lá começo a dar umas voltinhas...
Tendemos a cristalizar os gestos que ficaram, os afectos - maculados ou não (mas o carinho tem uma força imensa, poderosa, que suplanta muita velhacaria...), construímos e reconstruímos memórias. Tenho por natureza esta ânsia recolectora de cacos, como princípio activo de recuperação e edificação de monumentos em escombros, passada a dor da ruína. Nestes fôlegos criam-se estátuas de Respeito que se erguem em pedestais para que se possam reunir os pedaços e proceder à limpeza dos destroços. Mas efectivamente (não era à toa que D. Pedro IV não morria de amores pela ideia de se deixar retratar em estátua, uma vez que não o quebravam em carne não era em pedra que o fariam...) esse acaba por ser um destino evidente: é preciso sová-la, quebrá-la, reduzi-la a pó, só então é possível a edificação de algo novo, talvez belo. O terramoto foi o milagre da urbanização, Pombal jamais teria qualquer possibilidade de edificar uma Baixa se não tivesse perecido qualquer vestígio do caos que era anteriormente, é preciso quebrar para edificar, a reconstrução é destruição com pó-de-arroz, não há hoje uma só gaiola pombalina intacta, com uma baixa esventrada de montras...
Não há já para onde te mandar...nomeaste-te, e de facto assim é!
Deveria seguir mais afincadamente a minha intuição, que tanto menosprezo e tantas vezes me diz eu bem te disse... A História da Suspeita na nossa estória faz-me lembrar um colega que eu tive, que quando se perdia só perguntava o caminho aos polícias, pois era sempre o primeiro a mentir quando a ele lhe perguntavam a direcção - tirava daí um secreto prazer...
Não, não tenho o sono mais tranquilo, creio que não se perdeu a ferida, que contudo ainda sinto, mas sim, a lua na minha janela já não é aquela que te recebeu...
Tenho um sono mais tranquilo Do que isso e aquilo Que você me prometeu E a verdade mais doída É que o rasgo da ferida Nunca mais doeu
Por tudo que se passou Por tanto que me rendi De repente entendi Que você nem notou
O vento que vem do mar A estrela que despontou Nas águas do meu olhar A luz que te descansou
E a lua na minha janela Não é mais aquela Que te recebeu...