
Dois brasileiros, uma guitarra e uma garrafa de whisky, num estúdio de um amigo em Milão. Decidem gravar um Álbum! Acham que pode dar bom resultado? Posto assim, eu também achava que não... Toquinho e Vinicius de Moraes, em 1975, imortalizaram o que para mim é a Bossa Nova. Sem grandes produções, meses em estúdio, takes sem fim... A fazer com toda a simplicidade deste mundo canções bem complicadas. Para mais o Vinicius escreveu quase todas as letras. E o Toquinho tocar Bossa é a perfeição.
É um bocado penoso para mim ouvir mais uma versão da "Garota de Ipanema", ou da "Insensatez", versão chillout, versão arranjo para 50 músicos, etc... Soa tudo redundante. Nunca ouvi, nem imagino versões feitas com mais alma do que as que estão aqui. Há outras boas... Se calhar tou a ser um bocado redutor com tudo o que veio depois, mas nisto das versões dos clássicos acontece o mesmo que com os Grafittis: em cada 100 paredes pintadas, se calhar, uma é arte, e o resto são rabiscos sem talento.
