terça-feira, 18 de agosto de 2009

Há coisas fantásticas não há?

Quando cheguei esta manhã, ainda com um olho aberto e outro fechado, tinha na minha secretária um post-it "Vai até ao frigorifico:)". E quando abri o frigorifico... lá estava... uma bela de uma bola de Berlim. Todinha para mim:)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Para a semana.


DAY # 8

ABDICAÇÃO

Dias sórdidos e lentos entre um semáforo e um passeio
Cada movimentação tua é um chumbo
A tristeza adiada até ao decolar do próximo avião
Um piano suspenso do céu
Um desejo estúpido de lutar contra a rebentação das ondas
De as manter vivas e perenes sem que a espuma banhe os meus pés
Dias sórdidos e lentos entre uma salada e um ostinato
Indignação quixotesca no recontro da beleza desta rara evidência
Pesam mais na tua partida os minutos
E ainda conto os dias em que o céu escureceu
E me vi sob um piano abusador
Que aguarda o meu sono para tornar perfeita a sua cadência
Sórdidos e lentos os dias em que luto para deixar de lutar

Da identidade...

Um amigo meu esteve em Oslo, e ao que parece, numa aula, um professor disse-lhe(s) que os Noruegueses tinham três valores que os guiavam, que os distinguiam, IGUALDADE, TRANSPARÊNCIA, MODERAÇÃO. Claro que nos vem logo à memória a tríade francesa ( e maçónica) LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE. E eis senão quando o dito professor lhe lança a pergunta, E em Portugal, quais são os valores que vos distinguem?.

Pois é, e em Portugal? Qual é o cunho da nossa identidade? O do abraço acolhedor, o do bem receber? Mas que valor é esse? Já passsámos, estou certo, da fase do povo-pobrezinho-mas -contente, do povo-que-lavas-no-rio, deixámos para traz o capote de um querer ser pequenino mas não deixámos o estigma do este-país-não-presta-para-nada, ou como gostava omuito de repetir o Zé das Meiguiçes ( que tinha ouvido ao filho do Ruy de Carvalho), o país-de sacanas-governado-por-bananas (ou seria ao contrário??).

Fala-se a torto e a direito da crise económica, também já se falou da crise de valores ( aqui outros que não os económicos, entenda-se). A que se pode agarrar um português quando tudo corre mal?

Eu não acredito numa transfusão de padrões, nós não somos os noruegueses, nem os filandeses, nem os alemães, e ainda bem. Somos nós, portugueses. Não acredito em modelos e decretos leis importados o decalcados, dá sempre resultados surreais, como um edifício em forma de barco que a Camâra de Sesimbra teve o bom senso de não aprovar mas que Portalegre achou que tinha tudo a ver com a sua paisagem, como uma escola cujo o projecto se importou do norte da europa e cá se construiu como mandava o figurino, e bem, sem que largos meses passassem até que alguém finalmente descobriu que aquilo no corredor era para deixar os preciosos e aparatosos skys que levamos sempre conosco para a escola a par do telemovel. Não, não acredito que o que funciona para os outros funcione para nós. Eles não são transcendentais, são feitos da mesma matéria que nós. Então porque é que isto não funciona?
Diga-se o que se disser os portugueses não são burros, e Portugal tem bastantes recursos. Penso que há uma necessidade urgente de tratar os portugueses como gente crescida, de pararmos de brincar à Europa como quem brinca às casinhas da LEGO. De percebermos que o facto de sermos periféricos não é um handicap, é justamente o que pode ser a nossa mais valia.
Urge perguntar a cada um de nós -sem nacionalismos ferverosos e patriotismos desmemoriados e acéfalos- o que construimos nestas já largas centenas de anos que nos faz em colectivo ser o que individualmente somos?

Que valores nos distinguem quando sós e largados no meio do mapa mundi?

domingo, 16 de agosto de 2009

"Amar as pessoas é falar com elas!"

Na minha passagem pelo Fundão conheci um homem que poderia ter saído de um romance, ou entrado nele, fosse eu escritor ( mas sendo a região profícua nas gentes que abraçam essa pena talvez até já tenha entrado e eu não saiba). Já aqui vos falei dele, homem simples, homem simples que fazia questão de alardear a sua simplicidade académica, hasteando ao alto a sua 4ª classe. Mas na realidade este personagem era tudo menos simples, era um indivíduo de cabelo grisalho, bigode bem português, enfatuado de expressão, dicção por demais beirã que, quando acompanhada já de outros licores, se tornava parente de um discurso assaz desconexo. Mãos que se guardam uma à outra em frente ao peito sob um sorriso gentio, ingénuo até, de uma ingenuidade que só dos homens, muita genica, muita força. Uma alma em sangue quando lá cheguei, machucada quando vim. Um dia ao jantar, provavelmente uma noite de quarta-feira, o Zé das Meiguiçes deixa cair este lampejo sob a mesa do seu tasco onde eu comia, "Amar as pessoas é falar com elas!", está a ouvir, senhor professor, amar as pessoas é falar com elas. Como não ouvir, perguntei-me então, pergunto-me ainda hoje, e tu, meu bom velho, estás a ouvir? É imensa essa verdade que distrubuis aos homens como pratos de tremoços, esse acto de fé que practicas diligentemente com quem te entra porta dentro... Falavas da tua namorada ucraniana com carinho, com uma ternura de adolescente num bigode de cinquentão, do champanhe que levavas para o quarto finda a noite de trabalho. "A minha namorada". E era comovente ouvir-te, da boca de onde saiam impropérios a toda a hora saiam joias que guiaram homens de todos os tempos em périplos sem fim...

Eu acredito, hoje mais do que nunca, que o Amor é um acto de comunicação, e a vida encarregou-se de, num exercício de humildade, me demonstrar como, julgando que te ouvia e ouvia de facto, encetar a demonstração dessa tua boa asserção, meu velho. Sem sombra de dúvida que amar, para mim, é falar com as pessoas...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

proposta

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

teaser







Quantas horas faltam para Outubro?

Coisas que me deixam com mau feitio.

Para além da fome e do sono, que toda a gente gosta sempre de relembrar alguns episódios, sobretudo nas festas de anos, se há coisa que me chateia é a falta de pontualidade. Pronto se der para pedir uma caipirinha entretanto ajuda...

Reforço de ideia.

Fazia quinhentos mil anos que não ia jantar às Docas, pois bem, vão fazer mais quinhentos porque ontem relembrei-me porquê!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Day # 3

E a viagem continua ( que o mesmo é dizer, ainda mal começou) ...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Então e novidades?


Fora um dos meus melhores amigos ter gostado da idéia de eu poder ser a mulher da vida dele; o rapaz da farmácia me despir intensamente com os olhos cada vez que lá vou; achar que Russo é a próxima lingua que vou aprender; agradar-me a idéia de trabalhar de chinelo, numa praia, com mergulhos pelo meio... não, não há assim nenhuma novidade.