segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Eu já...

... tinha pensado que uma lista do que já foi feito é mais interessante do que uma a contabilizar o que está ainda por fazer.

... percorri a Europa de autocaravana.

... vivi durante um mês no Domus, um lar de raparigas. Uma experiência diferente e passado um mês estava na Alemanha.

... menti para não ver lágrimas a correrem na face de uma pessoa.

... escrevi um artigo em alemão e surpreendi-me ao vê-lo publicado.

... deixei que me partissem o coração.

... tive um amor de Verão daqueles que continua no Verão seguinte, quando se tema a idade do Romeu e da Julieta.

... roubei uma colher de um salão de chá em Munique e só quando entrei no comboio me passou o nervoso. Uma reliquia!

... estive para largar tudo e ir-me embora. Faltava depois decidir para onde.

... me perdi em Viena juntamente com a Megan e mais um mapa que não ajudava em nada.

... me senti uma estrangeira no meu próprio mundo. E muito sozinha embora na companhia de tanta gente. É verdade, quem diria!

... travei amizade com um rato, com quem partilhei quarto em Londres.

... apanhei os cacos todos que restaram de uma relação e chorei por amor.

... cozinhei para o andar inteiro de uma residência de estudantes em Salzburgo.

... quis ser hospedeira de bordo. E acabei por me divertir a ser hospedeira de tráfego.

... tive um encontro inesperado em Barcelona e o melhor fim-de-semana de sempre lá.

... quis não ter dito o que acabara de sair repentinamente da minha boca.

... fiz a aterragem no Funchal no cockpit. Dizem que é das vistas mais bonitas.

... fui convidada para um casting de uma agência de manequins e ofereceram-me o curso.

... me deixei de surpreender quando vejo o meu nome referido em revistas e jornais.

... almocei com algumas estrelas de futebol internacionais (também nacionais) e só tive consciência do que estava a acontecer quando me despedi.

... li dois livros num dia.

... me meti no carro e conduzi até à outra ponta do país porque não aguentava com as saudades.

... desci o Rio Zêzere, Mondego e adorei!

... preguei belos sustos ao meu irmão e amigos com as quedas assustadoras que dei a fazer kitesurf.

... tive um trabalho de Verão em que só tinha de andar de patins.

... fui a festas particulares em barcos que se revelaram autênticas raves em biquini.

... conheci pessoas surpreendentes por um dia.

... pedi para me levarem a casa porque não conseguia aguentar-me em pé, quanto mais ir sozinha.

... tive medo de não saber o que ando aqui a fazer.

... fui muito feliz com alguém e achei que era aquilo.

... estive no meio de uma tempestade de gafanhotos em Marrocos. Teve tanto de maravilhoso como de assustador.

.... me calava e dizia que a ideia veio daqui:


http://buttaflyflies.blogspot.com/

domingo, 25 de janeiro de 2009

PARABÉEEEEEEENNNNNNNNSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!





Ou era isto ou era o ouriço & avozinhas

E assim sempre te dou uma boa razão para chorares.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Há má publicidade, mas não é esta!

Usar vacas leiteiras (atenção: estou a falar da espécia animal, e não a usar uma qualquer metáfora típica da malta da construção civil) para fazer uma operação de charme tem muito nivel!

A Madeira já tem uma resposta à altura preparada: Vão meter o Alberto João no Largo de Camões, em trajes carnavalescos, dentro de uma gaiola! Pronto, se isso não der terá de ser simplesmente a candidatura à presidência do PSD...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vamos salvar o planeta com algum sacrifício:)

A reciclagem, o pilhão, o verde, o ecológico estão agora muito na moda. Acho muito bem porque a terra já não vai para nova... Normalmente, conseguimos dar o nosso contributo com pequenos gestos como fazer a separação do lixo, não imprimir muitos e-mails (digo muitos porque alguns tem de ser. Gosto mais de corrigir traduções no papel!), apagar as luzes quando não necessárias, fechar a torneira quando se lava os dentes. Estas são algumas das medidas que comodamente aceitamos concretizar sem mexer muito no estilo de vida que preferimos não alterar.


Pois bem, arranjei uma sugestão agradável para ajudar o meio-ambiente (e porque não temos de ser altruistas todos os dias):

Quem dá boas ideias, quem é?

questões existênciais

No gabinete minúsculo e pardacento onde me encontro a (tentar) trabalhar, muitas alminhas pereceram. É que isto não é fácil e, ao fim de uma semana, já era mais confortável que as paredes estivessem forradas qual solitária de hospício. Já para não dizer que seria mais fidedigno e até mais humano.

À falta de de paredes fofinhas, há a segunda melhor opção: uma espécie de parede das lamentações.

Num lado um indigna-se: "Roubam-mas todas!"
No outro, um desespera: Porquê? Oh tiespo!!" (não faço ideia do que signifique, o mais certo é não significar nada, mas que parece dramático lá isso parece)

Mas há que deixar os uníssonos "ai's", "ui's", "porquê eu's" e afins, porque o plano de festas ainda é longo e o dia não está a ir para cedo: ele é bíblia, homens em queda e um bocadinho de metamorfose... pronto!



ele é mais ou menos isso...





Palpita-me que isto é coisa do novo acordo ortográfico.



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Out with the old, in with the new

Não são só as vaquinhas açoreanas que hoje enfrentam estoicamente o frio e granizo por causas maiores.

Washingon D.C., Inauguration Day

Contraste.

A calma e serenidade das vacas que pacatamente ruminam em plena Praça de Espanha e o ruído e movimento de carros com condutores apressados e impacientes que a contorna!

Parece ser uma campanha de promoção aos Açores. A ideia não está má... Aqueles animais é que nunca mais vão ser os mesmos!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

God is not a DJ!

Num dia lânguido e inerme (já que é para a blasfémia...porque não um bocadinho contra Pessanha?), pode ser que isto anime as hostes:

Atentai pois meus caros, a verdadeira revelação sagrada- que uma vez que está na bíblia duvido que seja o terceiro segredo de Fátima, mas ele nunca se sabe... - é esta: Deus é um chef! E muito exigente por sinal.

Êxodo

12.5 O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula (?? ordinário!) um macho de um ano, o qual tomarás das ovelhas ou das cabras (realmente de um outro animal sería difícil...)

12.6 E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. (eu disse que era exigente)

12.7 E tomarão o sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comererm (parece-me tudo uma grande nojeira. Não podemos simplesmente pô-lo na Bimby e depois num tupperware??)

12.8 E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas (por fim, duas semanas depois, a malta pode finalmente começar a comer)

12.9 Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao forno: a cabeça com os pés e com a fressura (eu bem que estava a achar estranho não haver indicações de última hora)

12.10 E nada dele deixareis até amanhã: mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. ( e pronto, já nesta altura Deus não se importava com as criancinhas em África)


Para o próximo jantar proponho comida de fusão: Rossini meets God. Mas podemos trocar o imaculado cabrito de um ano por um viril seitan? Ou isso levanta questões de ordem ético-fonológica?
"Yet it is in our idleness, in our dreams, that the submerged truth sometimes comes to the top."

Virginia Woolf

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009