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terça-feira, 8 de abril de 2008

Amizade é...


A meio da conversa, num jantar tardio, nas horas e na data (são sempre tarde porque deveriam ser todos os dias!), ouviu-se "connosco não se passa isso porque sabemos que somos amadas umas pelas outras", tivemos de imperativamente fazer um brinde à profundidade da frase e rimos muito. Gargalhámos porque sabemos que é verdade. Ali toda a gente tem apoio, ninguém tem de provar nada a ninguém, cada um é como é. Falamos quando podemos, estamos quando é preciso, mas queremos sempre estar e é isso que faz a diferença. O consolo de saber que não estamos sós.

Há prioridades que rabiscamos na agenda e há as prioridades que nem precisam estar na agenda. Amizade é esta última. São todos os que preenchem a nossa agenda sem lá estarem escritos.



P.S.:"Daqui a uns tempos, depois de algumas caipirinhas, especialidade da Sra. Dra. Advogada, na casa junto ao mar daquela que em nada se assemelha à Angelina Jolie, a não ser pela produção independente, vamos todas visitar a Comunidade e sair atrasadas para a sessão de Spa na Clínica Pedro&Rosa;)"


quinta-feira, 13 de março de 2008

Relativizar


As exigências são muitas: perfeição no trabalho, primor na familia, aprumo na amizade, requinte no amor, mestria no género.


Quando deixarmos de nos levar tão a sério tudo se pode tornar muito melhor, mais divertido e englobar todavia todos os sinónimos de perfeição, palavra predilecta dentro do marasmo que nos rodeia.


Louvo a nova publicidade do Montepio. Numa situação, que pelas burocracias e chatices que implica, um dos intervinientes suaviza o ambiente quando começa a cantar "Chamem a polícia...".


Claro que há situações e situações para se cantar, qual rouxinhol primaveril, no entanto, o que está em causa é podermos levar as coisas de forma mais leve, evitando-se aquele ar taciturno e distante. Nunca me farto de imaginar como seria lindo, alguém levantar-se em pleno comboio adormecido e começar a dançar, bamboleando, ao som de uma música inexistente. E os outros passageiros levantarem-se e, qual Fame, juntarem-se na dança.
Tanto podia ter sido num comboio silencioso, como num museu, numa exposição... qualquer sítio onde toda a gente assume a atitude "agora estou metido comigo próprio e tenho de assumir uma postura intelectual". Não é mais inteligente to have fun while we learn?
E tudo seria uma miscelânia desconcertada e sentida de Kusturica.





domingo, 17 de fevereiro de 2008